terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Alunos do Pró-Técnico ocupam 62% das vagas do nono ano do IFCE Caucaia



Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação (SME) em parceria com o Instituto Federal do Ceará (IFCE), o curso Pró-técnico acaba de obter mais um expressivo resultado na aprovação para os cursos técnicos oferecidos pelo campus do IFCE em Caucaia. Das 105 vagas disponibilizadas para os alunos do nono ano do Ensino Fundamental, 65 (ou 62%) foram ocupadas por alunos do Pró-técnico, curso preparatório gratuito para os alunos da rede municipal.

O curso tem todas as disciplinas básicas e tem duração de dois semestres, oferecendo aos estudantes oportunidades de preparação para atingir aprovação tanto no IFCE quanto em outras seleções e concursos. Atualmente, o Pró-técnico oferta 300 vagas para alunos das escolas municipais de Caucaia, sendo 150 pela manhã e 150 à tarde, onde os alunos estudam no contraturno das aulas regulares.

Implantado em 2011, o preparatório já ajudou a transformar a vida de vários jovens. Exemplo disso é Hermeson Souza, que ingressou através do Pró-Técnico no Curso Técnico em Petroquímica do IFCE e hoje é o único representante do Ceará no Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM).

Para a secretária municipal de Educação, pedagoga Camila Bezerra, “esses resultados são extremamente positivos, pois demonstram que a educação pública da nossa cidade é capaz de grandes feitos, a partir do despertar dos talentos dos estudantes.”Segundo a coordenadora-geral do projeto, Hanele Medeiros, as oportunidades que se abrem com o Pró-tecnico são também muito importantes para o fortalecimento da autoestima dos jovens. “Imagina a autoconfiança que um aluno como o Hermeson adquire!? Sem falar na inspiração aos outros jovens de escola pública”, ressalta.





39 professoras assumirão salas do CEI Olga & Parsifal Barroso



Gestores da Secretaria Municipal de Educação (SME) e do Instituto Myra Eliane, com quem a Prefeitura está construindo o Centro de Ensino Infantil (CEI) Olga & Parsifal Barroso no Parque Araturi, reuniram-se nesta sexta-feira (25/1) pela primeira vez com todas as 39 professoras concursadas que trabalharão no equipamento.

O espaço está em fase final de edificação e funcionará já para o ano letivo de 2019. Atenderá a 600 crianças com idade entre dois anos completos e cinco anos incompletos em período integral. Será o maior complexo educacional da rede municipal de ensino de Caucaia.

Além disso, o novo CEI servirá como modelo do projeto Valores Humanos na Educação Infantil, cuja metodologia é baseada na promoção de valores como o amor, a justiça, a paz, a verdade, a ação correta e a não-violência. “Para Caucaia, ter um equipamento que já ‘nasce’ com uma proposta pedagógica que vai ao encontro do que desejamos em uma educação de qualidade, enxergando a criança de forma integral, é algo de extrema relevância e alegria”, sintetizou a subsecretária Educacional da SME Regiane Oliveira.

Diretora do Instituto Myra Eliane, Valéria Serpa falou das expectativas de transformação da realidade social no município. “Desde a idealização desse projeto, sentimos que a Prefeitura vem empenhando todos os esforços para que possamos fazer um trabalho de excelência, que será um legado para Caucaia e uma referência não só para o Ceará, mas para todo o Brasil.”

Realizada no auditório da SME, o encontro entre gestores e professores foi um momento para alinhar a parceria entre a Prefeitura e o Instituto, e também para o corpo docente alinhar estratégias. Para Jéssica Lira Gomes, que leciona há dois anos na rede municipal, a chegada do CEI Olga & Parsifal Barroso é um momento ímpar, “um misto de alegria e ansiedade, que move tudo o que é novo.”

Segundo a professora, “a esperança é de que toda a estrutura física que será ofertada sirva como instrumento para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que possam mostrar aos alunos e famílias que é possível vencer na vida se mantendo na comunidade em que você nasceu e contribuindo para que essa comunidade se desenvolva com mais justiça social.”



quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Desinformação e preconceito ainda são paradigmas na luta contra Aids e HIV


A desinformação e o preconceito ainda são grandes paradigmas na luta contra o HIV e a Aids. A campanha Dezembro Vermelho, que completa 30 anos no Brasil, tem como objetivo conscientizar pessoas que vivem em situação de risco, pacientes que convivem com o vírus e familiares. Nesta perspectiva, a Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretária Municipal de Saúde, realizou nos dias 4 e 5, na sede do Serviço de Atendimento Especial (SAE), programação para o público local com atendimentos, palestras, serviços de beleza e sorteio de brindes.

A adesão ao tratamento e carga viral indetectável foram assuntos da roda de conversa de hoje. Para a médica infectologista do SAE Gabriela Silveira, o trabalho realizado pela SMS tem como objetivo orientar cuidados durante o tratamento ao HIV, fazendo com que a carga total do vírus de pacientes fique indetectável. “Significa dizer que esse vírus não circula de modo importante no corpo e, com isso, na maioria dos casos, a gente consiga restabelecer as defesas do corpo, que é a imunidade, aumentado o CD4. Além disso, a carga viral indetectável possibilita que pacientes não trasmitam o vírus do HIV”, explicou a especialista.

Cabeleireira e maquiadora, Dandara Closer, de 37 anos, é soropositiva há mais de uma década. Ela lembra do medo que sentia sempre que fazia testes. Havia o receio do preconceito que poderia sofrer do próprio namorado, em São Paulo. “De repente, ele fez o exame e constatou que tinha Aids. Tosse, ferimentos e o emagrecimento dele já davam indícios que estava doente”, recorda. 

Ao término do relacionamento, Dandara voltou para Caucaia, onde mora e é acompanhada pelo SAE. “Procurei o órgão para fazer o exame e rapidamente fui diagnosticada como soropositiva. Mesmo sabendo que corria o risco ter sido contaminada, nunca imaginei que podia acontecer comigo”, revelou a cabeleireira, que classifica como fundamental o apoio do SAE para trabalhar alguns transtornos que sentiu e são comuns em pacientes recém diagnosticados.

O administrador de empresas G. F., de 32 anos, descobriu-se soropositivo por volta dos 25 anos, após fazer exames para doar sangue. “Quase não contava para os meus pais e minha namorada, que atualmente é minha esposa”, relatou ele, também é paciente do SAE.

Assim como Dandara, o administrador também vive com qualidade. “Resumidamente, o atendimento psicológico do órgão é o acolhimento à PVHIV (Pessoa Vive com HIV recém diagnosticada ou transferida), através da escuta efetiva, apoio emocional e aconselhamento, além de sensibilizar o companheiro para realizar a TR HIV”, destaca a psicóloga do SAE, Darcylene Filgueira.

SAIBA MAIS
O SAE Caucaia engaja há nove anos ações alusivas à campanha internacional de combate à Aids, incentivando a adesão ao tratamento para que todas as PVHI alcancem a carga viral indetectável e tenham mais qualidade de vida. De dezembro de 2017 até o presente momento, cresceu de 431 para 551 o número de prontuários atendidos pela SMS. A unidade registra 346 pacientes em adesão ao tratamento. Todas as segundas, terças e quartas-feiras o órgão disponibiliza atendimento aos pacientes com HVI.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Dia da Mulher e a Hipocrisia nas Redes Sociais


Vi gente comentando nas redes sociais coisas das mais diversas sobre o Dia da Mulher. Uns contra, outros a favor. Outros ainda celebrando que agora também existe um Dia do Homem, como se historicamente ALGUM homem tenha sido discriminado ou oprimido PELO FATO de ser homem... aiai...

Só sei que essa data, para mim, não significa um mimo a mais ou a menos, o recebimento ou não de uma rosa, mas a lembrança das inúmeras lutas das mulheres ao longo dos anos por IGUALDADE entre os gêneros. Graças a essas lutas, hoje podemos estudar, trabalhar e votar, apesar da ainda persistente jornada dupla e da violência doméstica que ainda continua vitimando mulheres de todas as classes sociais, em diversas regiões do mundo.

É hipocrisia dizer que tudo isso já foi superado. Que essas feministas não passaram de umas "sapatões tresloucadas" (ah, o eterno preconceito)...

Por isso digo: a luta pela conquista de direitos e políticas públicas para a igualdade de gênero e o fim da violência contra a mulher exige mudanças CULTURAIS e a superação do MACHISMO (sim, ele ainda existe, pasmem!) em nossa sociedade e que se manifesta nas mais variadas formas, seja NO PLANO DA LINGUAGEM, NAS RELAÇÕES DOMÉSTICAS, ou, ainda, NA EXPOSIÇÃO MIDIÁTICA DO CORPO FEMININO como mero objeto de consumo.

Por tudo isso, ACEITO os parabéns em nome de todas as mulheres que me antecederam nessas lutas. E espero que a data enseje uma reflexão sobre todas as outras instâncias da vida familiar, social, política e cultural. Que renove o ânimo de homens e mulheres para combaterem as injustiças e a opressão. Afinal, a luta por uma vida digna para todOS e todAS é sempre uma tarefa inacabada e incessante.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alma-vidraça


Durante muito tempo achei que a transparência fosse uma das coisas mais extraordinárias que há em mim. Da minha janela, podia ver o mundo nas suas cores mais nítidas, bem como podia ser facilmente alcançada por todos.

Hoje, a vulnerabilidade me faz repensar. Talvez eu estivesse errada e já não haja espaço para o que é cristalino. Talvez ainda haja tempo de colocar um tom que seja de fumê nessa alma-vidraça...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Hora de percorrer VELHOS caminhos

Às vezes passa. Como tudo nessa vida passa. Até mesmo a vontade de se entregar ao novo, de fazer diferente, de experimentar. E quando tudo isso cede, se esvai, quando já não sobra a curiosidade, a alma grita com necessidade de resgate. Um resgate que a gente nem sabe bem do quê. Talvez uma saudade latente de quem a gente já foi e achou que nem era mais. De retomar um blog deveras esquecido. De se pegar soltando em alto e bom som a risada infantil que a gente julgava haver perdido no meio da frieza do mundo adulto que nos cerca e que havia nos cooptado sem que a gente sequer percebesse. 

Resgatar o arrepio e a gargalhada. O escrever sem pressa e sem obrigação. Só o que os dedos vão digitando, quase que por si sós, sobre o teclado. O contemplar. O simples observar. Das coisas, da natureza, das pessoas e seus detalhes, tão cheios de nuances que até bem pouco nos passavam despercebidos. O ler que não é o estudar, mas o se divertir. O se re-encantar, re-inventar, a partir do passado, do presente, do agora, desse mesmo segundo. Sem futuro. Sem expectativas. Sem cobranças. Sem satisfações a serem dadas. Sem nada.

Um simples desejo de usufruir. De retomar coisas inacabadas, amizades que um dia já foram estreitas, sabores que esquecemos. Uma vontade latente de percorrer as mesmas e já conhecidas estradas, observando as mudanças que surgiram ao longo do caminho. As flores que cresceram nas margens. As que murcharam também. 

A inquietude de sempre, com um quê de reviver. A ansiedade de ocupar espaços já conhecidos, mas de maneira menos previsível. Apreciando os prazeres cotidianos.

Parece que chegou a hora. A MINHA hora. Aquela hora em que a gente SE retoma, SE reinventa, SE redescobre. 

Que as antigas estradas tragam novos rumos! Ou não...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Essa conta depois a gente acerta



Diz o senso comum que com tudo na vida a gente se habitua, para o bem e para mal. Para o que é ruim, para o que nos desagrada, demoramos a nos acostumar, mas hora ou outra estamos lá, fazendo roboticamente o que é esperado que façamos, seguindo as regras que nos são impostas e também as que nos impomos. Nos acomodando. E os dias vão correndo, quase iguais.

Mas há vezes em que o espírito da inquietação revolve a nossa alma e a gente se indaga, pra que tudo isso? Pra que tanto medo, tanta conformação, tanta rigidez? Não se atrase. Não coma demais. Se exercite. Esteja bem informada. Cumpra os horários. Seja boa. Profissional, mãe, mulher, cidadã. E assim vamos levando essa vida morna, politicamente correta e sem sal.

Deveres demais. Acertos demais e pouco ou nenhum espaço para errar. Mas será que a gente nasceu mesmo pra se conformar? Pra ver os dias praticamente se repetirem ao invés de misteriosamente se descortinarem?

Hoje lembrei de algo muito simples e que não faço há muito tempo, esquecida que sou do quanto sou jovem e do quanto ainda posso ser. (Porque há tanta gente com mais anos, porém menos idade do que eu...) Ver o sol nascer, depois de uma noite bem desfrutada de pura e boa boemia.

Tá decidido. Vou desfrutar dessa noite. Talvez tome gosto e desfrute de outras tantas mais. E talvez ainda o tempo venha me cobrar com rugas as noites mal dormidas e também as bebidas. Que cobre. Eu peço uma saideira e mando fechar a conta. Pendura ai que depois a gente acerta!